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domingo, novembro 28, 2021

Brasil é vítima de campanha de desinformação sobre Amazônia e Pantanal, diz Bolsonaro na ONU

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), que o Brasil é “vítima de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre Amazônia e Pantanal“, em relação a informações sobre desmatamento ilegal e queimadas nas áreas. Segundo Bolsonaro, há um movimento para descreditar o Brasil porque o país está se tornando o líder mundial em produção de alimentos, e a “campanha” é “escorada em interesses escusos” e tem o apoio de associações brasileiras que querem “prejudicar o governo”. “A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil”, continuou. “Mantenho política de tolerância zero com crime ambiental”, garantiu o presidente.

Bolsonaro reconheceu que há queimadas na Amazônia e no Pantanal, mas que o fogo acontece nas áreas marginais das florestas. “Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo para o anterior”, explicou, dizendo que “os focos criminosos de incêndio são combatidos com rigor”. “Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas”, continuou. Ele ressaltou que a agropecuária brasileira trabalhou para “alimentar o mundo” na pandemia da Covid-19. “Nosso agronegócio continua pujante e respeitando a melhor legislação ambiental do planeta”, afirmou, destacando que apenas 27% do território brasileiro é utilizado para a agropecuária.

Pandemia

Ainda no discurso, Jair Bolsonaro falou sobre as medidas brasileiras para o combate à pandemia. Ele ressaltou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que delegou aos Estados e municípios as decisões sobre isolamento social e restrições. “Desde o princípio alertei que tínhamos dois problemas: o vírus e o desemprego, e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”, disse. O presidente exaltou o auxílio emergencial e medidas para a proteção da população indígena, ações para a saúde e socorro a pequenos e microempresários. Bolsonaro, no entanto, atacou a imprensa ao dizer que o vírus foi “politizado”. “Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico na população”, afirmou. “Sob o lema ‘fique em casa’ e ‘a economia a gente vê depois’, quase trouxeram o caos social ao país”, afirmou.

O Brasil abre a Assembleia Geral da ONU desde 1947, na segunda vez que o evento foi realizado. A tradição começou com o então ministro de Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, que foi eleito para fazer o primeiro discurso. Desde então, os representantes brasileiros são os primeiros a falar nas reuniões das Nações Unidas. Esta foi a segunda vez que o presidente Jair Bolsonaro discursou na Assembleia: no ano passado, ele abriu o evento pela primeira vez, no primeiro ano como presidente da República.

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